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PRÓXIMOS NÚMEROS

10 (2) 31 de mayo de 2017. LA MEDIDA DE LA EDUCACIÓN
Coordinadores del monográfico: José Beltrán y António Teodoro

Tanto las teorías que elaboramos, como las hipótesis que sometemos a prueba y las creencias que tenemos están condicionadas por nuestra manera de medir. Desde el ámbito de la economía, de la política y de la sociología se están replanteando los sistemas de medición, en el sentido de cuestionar sus límites, sus sesgos, y las posibilidades de ofrecer alternativas. En el caso de los indicadores de educación, algunos se refieren a inputs (gastos en educación, recursos escolares...), y otros a outputs, es decir, resultados (años de escolarización, tasas de graduación, competencias en lengua y matemáticas...). También algunos indicadores prestan desde hace algunos años una atención cada vez mayor al impacto de la producción científica o académica en instituciones educativas. La proliferación en los últimos años de una serie de informes internacionales que se centran en la esfera educativa (PISA, PIRLS, TALIS...) reflejan, al menos, el interés y la preocupación por una cuestión central: ¿cómo se mide la educación?

Esta cuestión, a su vez, da paso a una serie de interrogantes, así: ¿Con qué propósitos (científicos, sociales, económicos...) medimos la educación? ¿Qué instrumentos se utilizan para ofrecer información sobre las diferentes variables del campo educativo? ¿Cómo se mide la calidad y la experiencia educativas? ¿Qué efectos tienen los informes que se emiten periódicamente en las agendas y en las políticas educativas a nivel nacional e internacional? ¿Qué relación existe entre las mediciones educativas y las reformas educativas? ¿Qué marcos culturales e interpretativos subyacen a nuestros modos de medir la realidad educativa? ¿El papel de los sistemas de indicadores es informativo o también tiene consecuencias normativas? ¿Es necesaria o posible la construcción de indicadores alternativos a los que ahora mismo son hegemónicos? ¿De qué manera está reconfigurando la lógica de la rendición de cuentas (accountability) las condiciones materiales de la tarea educativa, la propia concepción del conocimiento, así como la relación con el saber?

El objetivo de este monográfico consiste en recabar contribuciones que aborden el problema de la medida de la educación desde la disciplina de sociología de la educación, a través de una serie de miradas críticas y de enfoques plurales. Las diferentes aportaciones pretenden estimular y enriquecer la discusión científica y el debate académico en torno a las implicaciones sociales de nuestros modos de medir el campo educativo en sus múltiples dimensiones.

 

A modo de ilustración, algunos de las cuestiones que pretenden analizarse en este monográfico serían las siguientes:

  • Tipos e instrumentos hegemónicos de medición educativa.
  • Teorías o marcos culturales en los que emergen las diferentes herramientas para medir la educación.
  • La construcción de opinión pública a partir de la implementación de informes o programas de evaluación educativa.
  • La medida de la educación en contextos de reformas educativas.
  • Consideraciones metodológicas sobre la medida de la educación desde las perspectivas cuantitativas y cualitativas.
  • Las interpretaciones y aplicaciones de la medida de la educación como formas de evaluación, instrumentos de información o programas de investigación.
  • La comprensión del problema de la medida de la educación en el marco del Estado evaluador.
  • Los cambios y reconfiguraciones del campo educativo a partir de las exigencias de la rendición de cuentas (accountability).
  • Las posibilidades de construcción de indicadores alternativos.

 

Este monográfico está coordinado por José Beltrán (jose.beltrán@uv.es) y António Teodoro (teodoro.antonio@gmail.com). Para cualquier cuestión relativa al contenido del monográfico pueden dirigirse a ellos.

Siguiendo las normas de edición de la Revista, todos los artículos serán evaluados por pares ciegos y seguirán el proceso de evaluación y selección/aceptación/rechazo ordinario de la Revista para su publicación definitiva. Para enviar una propuesta, las personas interesadas en publicar tendrán que registrarse en la Revista a través de la plataforma Open Journal System entrando en la web de la revista http://rase.ase.es

Todas  las  propuestas  deberán ser  enviadas  a  través de la plataforma antes del 1 de abril de 2017.

 

[Português]

10 (2) 31 de maio de 2017. A MEDIDAD DA EDUCAÇAO

Coordenadores do número monográfico: José Beltrán e António Teodoro

Não só as teorias que criamos, mas também as hipóteses que procuramos comprovar e as nossas crenças estão condicionadas pela nossa forma de medir. No âmbito da economia, da política e da sociologia, os sistemas de medição estão a ser repensados, no sentido em que se comença a questionar os seus limites, os seus preconceitos e as possibilidades de fornecerem alternativas. No caso dos indicadores de educação, alguns são inputs (despesas com educação, recursos escolares...), e outros são outputs, isto é, são resul-tados (anos de escolarização, taxas de formação, competências em línguas e matemática...). Há também alguns indicadores que prestam atenção ao crescente impacto da produção científica ou aca-démica nas instituições educativas.

Ao longo dos últimos anos, a proliferação de uma série de relatórios internacionais, centrados na esfera educativa (PISA, PIRLS, TALIS...) refletem o interesse e a preocupação com uma questão central: Como se mede a educação? Esta interrogação gera, por sua vez, outras questões: Com que propósitos (científi-cos, sociais, económicos...) medimos a educação? A que instrumentos recorreremos para divulgar infor-mação sobre as várias vertentes da área educativa? Como se mede a qualidade e a experiência educativas? Quais são os efeitos da publicação periódica dos relatórios nas agendas e nas políticas educativas a nível nacional e internacional? Qual é a relação que existe entre as medições e as reformas educativas? Quais são padrões culturais e interpretativos que estão subjacentes aos modos de medir a realidade educativa? Os sistemas de indicadores têm uma função informativa ou também têm consequências normativas? É possível criar indicadores alternativos aos que dominam na atualidade? De que forma é que as condições materiais da ação educativa, a relação com o saber e a própria conceção do conhecimento estão a recon-figurar a lógica da prestação de contas (accountability)?

O objetivo deste número monográfico consiste em procurar contribuições que abordem o problema da medida da educação do ponto de vista da sociologia educativa, através de um conjunto de perspetivas críticas e de variados enfoques. As diversas contribuições pretendem estimular e enriquecer a discussão científica e o debate académico em torno das implicações sociais dos modos de medir a educação nas suas várias dimensões.

Alguns exemplos de questões que se pretende analisar neste número monográfico:

  • Tipos de instrumentos dominantes de medição educativa.
  • Teorias ou padrões culturais através das quais surgem as diferentes ferramentas de medição da educação.
  • A constituição da opinião pública a partir da implementação de relatórios ou programas de avalia-ção educativa.
  • A medição da educação em contextos de reformas educativas.
  • Considerações metodológicas sobre a medição da educação segundo as perspetivas quantitativas e qualitativas.
  • As interpretações e aplicações da medição da educação como formas de avaliação, instrumentos de informação ou programas de investigação.
  • A compreensão do problema da medição da educação segundo o padrão do Estado avaliador.
  • As trocas e reconfigurações do campo educativo segundo as exigências da prestação de contas (accountability).
  • A possibilidade de criação de indicadores alternativos.

 

Este número monográfico é coordenado por José Beltrán (jose.beltrán@uv.es) e António Teodoro (teo-doro.antonio@gmail.com). Qualquer questão relativa ao conteúdo do monográfico deve-lhes ser dirigida. Com base nas normas de edição da Revista, todos os artigos serão avaliados por revisão cega por pares e seguirão o processo ordinário de avaliação e seleção/aceitação/rejeição da Revista para a sua publicação definitiva. Para além do Espanhol, aceitam-se artigos em Português, Francês e Inglês. Para envio das propostas, os interessados na publicação devem registar-se na Revista através da plataforma Open Journal System, aceden-do ao website da revista http://rase.ase.es.

Todas as propostas deverão ser enviadas através da plataforma antes do dia 1 de abril de 2017.

 

[English]

10 (2) 31 May 2017. THE MEASUREMENT OF EDUCATION.

Monograph coordinators: José Beltrán and António Teodoro

The theories that we formulate, the hypothesis that we testand the beliefs that we hold are dependent on our ways of measuring. The fields of economics, politics and sociology are rethinking the measurement systems, questioning theirlimits, their biases, and the possibilities of offering alternatives. In the case of education indicators, some refer to inputs (such as expenditure in education or school resources), and others to outputs, i.e. results (years of schooling, graduation rates, competence in language and mathematics...).Some indicators have provided ever-greater attention to the impact of scientific or academic production in educational institutions. The recent proliferation of a series of international reports on the field of education (PISA, PIRLS, TALIS...) reflects the interest and concerns about a central question: how do we measure education?

This, in turn, gives way to yet another series of questions: what are the purposes (scientific, social, economic...) that guide the measurement of education? What instruments are used to provide information about the different variables of the educational field? How do we measure educational quality and experience? What are the effects of periodically issued reports on educational policies and agendas at national and international levels? What is the relationship between educational measurements and reforms? What cultural and interpretive frameworks underlie our ways of measuring educational realities? Is the role of indicators systems merelyinformative or is it also performative, to the extent that they may bear normative consequences? Is it necessary or possibleto design alternative indicators to those which are now hegemonic? In what way is the logic of accountability reshaping the material conditions of education, its relationship with knowledge, and the very way of conceiving it?

This monograph aims to gather contributions that address theissue of the measurement of education within the discipline of sociology of education from critical perspectives and plural approaches. We seek to stimulate and enrich current scientific discussions and academic debates on the social implications of our ways of measuring the manifold dimensions of education.

Some of the topics in this monograph include, but are not limited to, the following:

Hegemonic types and instruments for educational measurement.
Theories or cultural frames within which different tools to measure education may emerge.
The construction of public opinion from the deployment of reports or programs of educational assessment.
The measurement of education in contexts of educational reforms.
Methodological considerations on the measurement of education from quantitative and qualitative perspectives.
The interpretations and applications of education measurement as forms of assessment, instruments of information, or research programs.
The understanding of the problem of measuringeducation within the framework of evaluator States.
Changes and reconfigurations of the educational field stemming from accountability requirements.

This monograph is coordinated by José Beltrán(jose.beltrán@uv.es) and António Teodoro (teodoro.antonio@gmail.com). Please contact them forqueries on the content of the monograph.

All proposals are double blind peer-reviewed by experts andtheir selection will comply with the acceptance/rejectionprocess and rules of the journal prior to their final publication.

Please note that the submission of proposals for publication requires previous registration through the Open Journal System platform http://rase.ase.es before 1 April 2017.


 

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10 (3) 30 de septiembre de 2017. EL PROFESORADO FRENTE A LAS POLÍTICAS DE RENDICIÓN DE CUENTAS: ¿QUÉ REDEFINICION(ES) DE SU PROFESIONALISMO Y DE SU RESPONSABILIDAD SOCIAL?

Coordinadores del monográfico: Christian Maroy, Universidad de Montreal (Quebec, Canadá); Yves Dutercq, Universidad de Nantes (Francia); Mar Venegas, Universidad de Granada (España)

 

Desde hace una veintena de años, los sistemas de enseñanza de numerosos países han puesto en marcha objetivos y baterías de indicadores nacionales destinados a "pilotar"  el sistema, y a "regular" mejor el funcionamiento de las escuelas o de las entidades de gestión escolar de nivel intermedio. Por todas partes, los procesos de evaluación de resultados de los centros, e indirectamente del trabajo del profesorado, se construyen, acompañados de mecanismos más o menos obligatorios, de rendición de cuentas sobre los "resultados". La escuela se ve así cada vez más sometida a una obligación de resultados y de rendimiento que se pone en marcha bajo apelativos diferentes: "accountability" en los países anglosajones, "obligation de résultats"  o "pilotage par le résultats" en Francia, "gestion axée sur le résultats" en Québec. En España, hablamos de "rendición de cuentas", pero es posible encontrar también el término "gestión basada en los resultados" en algunos documentos importantes de la última ley educativa, la llamada LOMCE (Ley Orgánica de Mejora de la Calidad Educativa, 2013). Aunque esas políticas se diferencian en función de los contextos nacionales o locales de su puesta en marcha, todas ellas participan de una responsabilización de las organizaciones educativas locales y los profesionales en relación a los resultados. Dichas políticas buscan, a través de diversos medios, incitar u obligar al profesorado o a los centros educativos a mejorar los aprendizajes de su alumnado focalizando su atención sobre los aspectos que son medidos por los sistemas de evaluación externa. Por diversos medios de control o de apoyo pedagógico, se trata de regular de una forma más refinada sus prácticas y de mejorar su eficacia educativa. Esta preocupación por la eficacia es legitimada en nombre a la vez del carácter público de la educación y de una mejor satisfacción de las y los usuarios, lo que da testimonio de la influencia de la nueva gestión pública sobre estas políticas educativas.

 

En el contexto de la incitación a la eficacia y la eficiencia, este monográfico se dedicará al fenómeno de la rendición de la responsabilidad social del profesorado y de su profesionalismo, en el marco de las políticas de rendición de cuentas. El objetivo es estudiar las formas en que el profesorado de los distintos niveles educativos de la enseñanza obligatoria reaccionan o no ante las políticas de eficacia de los resultados y de responsabilización. Se trata, pues, de reunir contribuciones que permitan:

•  preguntarse por o cuestionar el profesionalismo docente: ¿qué definiciones y redefiniciones? ¿qué adaptaciones o transformaciones de sus prácticas profesionales ligadas a las reformas educativas en curso? etc.;

•  preguntarse cómo esas políticas de responsabilización, imputabilidad o accountability hacen evolucionar la profesionalidad, la identidad y la relación con la profesión docente, así como analizar la variedad de recepciones, usos, artimañas y resistencias del profesorado a esas políticas;

• analizar las controversias, locales o nacionales, que estas políticas suscitan en caso de conseguirlo, sobre todo sobre la (re-)definición institucional de la responsabilidad del profesorado (profesional o social, individual o colectiva), lo que puede conducir asimismo a poner al día los diferentes modelos o formas institucionales posibles (actualizadas o no) de su responsabilidad con respecto al Estado, la ciudadanía - pagadora de impuestos, o usuarias/os directos de los centros educativos;

•  diversificar el origen nacional de las contribuciones, para proponer un espectro amplio a la vez de políticas más o menos "duras" de imputabilidad, culturas nacionales en materia de concepción del rol y del profesionalismo del profesorado o el marco institucional de su profesión;

•  proponer un análisis de esos contextos variados y dar espacio a un análisis diacrónico de la evolución más amplia de la profesión en el tiempo;

•  interesarse en el rol (proactivo o instrumentalizado) de las y los usuarios, familias y estudiantes, esto es, de sus demandas hacia el profesorado y el centro, para hacer frente a la rendición no sólo de las autoridades escolares, en el espíritu de la tradición burocrático-jerárquica, sino también con las y los usuarios, en relación al aumento de una regulación más o menos mercantilizada;

•  por último, analizar, cómo la puesta en marcha de estas políticas puede contribuir a una redefinición de las relaciones (de autoridad, de control, de confianza, de cooperación, de competitividad, etc.) entre los actores del centro educativo (del profesorado entre sí, profesorado-dirección, profesorado-alumnado, profesorado-familias).

 

Este monográfico está abierto a textos en español, francés o inglés. Los resúmenes y las palabras clave serán presentados, en todo caso, en estos tres idiomas, si bien, el cuerpo del artículo puede ser escrito únicamente en uno de estos tres idiomas. Por supuesto, si las/os autores desean enviar sus textos en dos o los tres idiomas de este monográfico, serán bienvenidos y publicados en esos dos o tres idiomas, siempre que las autoras/es se hagan cargo de sus respectivas traducciones. Siguiendo las normas de edición de la Revista, todos los artículos serán evaluados por pares ciegos y seguirán el proceso de evaluación y selección/aceptación/rechazo ordinario de la Revista para su publicación definitiva.

Para enviar una propuesta, es necesario registrarse en la Revista (https://ojs.uv.es/index.php/RASE/index). Todas las propuestas serán enviadas a través de la plataforma de la Revista antes del 15 de noviembre de 2016, en forma de un breve resumen de 600 palabras como máximo, en castellano, francés e inglés. Los resúmenes serán evaluados por un comité de evaluación y la resolución devuelta a los autores y autoras el 30 de noviembre de 2016 como muy tarde. Todas las propuestas completas serán enviadas hasta el 28 de febrero de 2017 (incluido).

Coordinan este monográfico: Christian Maroy, Universidad de Montreal (Quebec, Canadá), christian.maroy@umontreal.ca; Yves Dutercq, Universidad de Nantes (Francia), yves.dutercq@univ-nantes.fr; y Mar Venegas, Universidad de Granada (España), mariter@ugr.es

 

[Français]

LES ENSEIGNANTS FACE AUX POLITIQUES DE REDDITION DE COMPTES: QUELLE(S) REDÉFINITION (S) DE LEUR PROFESSIONNALISME ET DE LEUR RESPONSABILITÉ SOCIALE ?

 

Depuis une vingtaine d’années, les systèmes d’enseignement de nombreux pays mettent en place des objectifs et des batteries d’indicateurs nationaux destinés à « piloter » le système et à mieux « réguler » le fonctionnement des écoles ou des entités de gestion scolaire de niveau intermédiaire. Par ailleurs, des procédures d’évaluation des résultats des établissements, et indirectement du travail des enseignants, sont instaurées, accompagnées de mécanismes plus ou moins contraignants de reddition de comptes sur leurs « résultats ». L’école est ainsi de plus en plus soumise à une obligation de résultats et de performance introduite sous des appellations diverses : « accountability » dans les pays anglo-saxons, « obligation de résultats » ou « pilotage par les résultats » en France, « gestion axée sur les résultats » au Québec.  En Espagne, on parle de « rendición de cuentas », mais il est possible de trouver le terme « gestión basada en los resultados » dans quelques documents aussi importants de la dernière Loi éducative, appelée LOMCE (Loi Éducative d'Amélioration de la Qualité en Éducation, 2013).  Bien que ces politiques se différencient en fonction des contextes nationaux ou locaux de leur mise en œuvre, elles participent toutes d’une responsabilisation des organisations éducatives locales et des professionnels par rapport à leurs résultats. Les politiques visent par des moyens divers à inciter ou contraindre les enseignants ou les écoles à améliorer les apprentissages de leurs élèves en focalisant l’attention sur ceux qui sont mesurés par des systèmes d’évaluation externe. Par diverses mesures de contrôle ou de soutien pédagogiques, il s’agit de réguler de façon plus fine leurs pratiques et d’améliorer leur efficacité éducative. Ce souci d’efficacité est légitimé au nom à la fois du caractère public de l’enseignement et d’une meilleure satisfaction des usagers, ce qui témoigne de l’influence de la nouvelle gestion publique sur ces politiques.

 

Dans ce contexte d’incitation à la performance et à l’efficience, ce dossier se consacrera au phénomène de redéfinition de la responsabilité sociale des enseignants et de leur professionnalisme à l’aune des politiques de reddition de comptes. L’objectif est d’étudier les manières dont les enseignants des différents niveaux de l'enseignement obligatoire réagissent ou non aux politiques de performance et de responsabilisation.

Il s’agit en pratique de réunir des contributions qui permettent :

•   d'interroger la remise en cause du professionnalisme enseignant : quelles définitions et redéfinitions ? quelles mises en pratique ? quelles adaptations ou quelles transformations de ces pratiques professionnelles liées aux réformes éducatives en cours ? etc.;

•   de se demander comment ces politiques de responsabilisation, d’imputabilité ou encore d’accountability font évoluer la professionnalité, l’identité et le rapport au métier des enseignants, mais aussi d’analyser la variété des réceptions, des usages, des ruses et  des résistances  des enseignants face à ces politiques;

•   d’analyser les controverses, locales ou nationales, que ces politiques suscitent le cas échéant, notamment sur la (re-)définition institutionnelle de la responsabilité des enseignants (professionnelle ou sociale, individuelle ou collective) ; cela peut ainsi conduire à mettre au jour les différentes modalités ou formes institutionnelles possibles (actualisés ou non) de leur responsabilité à l’égard de l’Etat, des citoyens – contribuables ou usagers directs des écoles;

•   de diversifier l’origine nationale des contributeurs, pour proposer un spectre assez large à la fois des politiques plus ou moins « dures » d'imputabilité, des cultures nationales en matière de conception du rôle et du professionnalisme des enseignants ou encore de cadrage institutionnel de leur métier;

•  de proposer une analyse de ces contextes variés et de faire aussi une place à une analyse diachronique  de l'évolution plus large du métier dans la durée;

•  de s'intéresser au rôle (proactif ou instrumentalisé) des usagers, parents ou élèves, c'est-à-dire de leurs demandes à l'égard des enseignants et de l'école, de manière à envisager la redevabilité non seulement vis-à-vis des autorités scolaires, dans l’esprit de la tradition bureaucratico-hiérarchique, mais aussi vis-à-vis des usagers, en lien avec la montée d’une régulation plus ou moins marchande;

•   D’analyser comment la mise en œuvre de ces politiques peut contribuer à une redéfinition des relations (d’autorité, de contrôle, de confiance, de coopération, de concurrence etc.) entre les acteurs de l’école (enseignants entre eux, enseignants-directions, enseignants-élèves, enseignants parents).

 

Ce dossier est ouvert à des contributions en espagnol, en français ou en anglais. Résumés et mots-clés seront dans tous les cas présentés dans ces trois langues, même si le corps de l'article peut être écrit dans une seule d’entre elles. Bien sûr, si les auteurs souhaitent proposer leur contribution dans deux ou trois langues du dossier ils seront bienvenus et publiés dans ces deux/trois langues, la traduction étant à leur charge. Dans le respect des consignes de la revue aux auteurs, tous les articles seront évalués par des pairs anonymes et suivront avant acceptation définitive le processus d’évaluation habituel.

 

Pour envoyer une proposition, il faut s'enregistrer dans le site web de la Revue (https://ojs.uv.es/index.php/RASE/index). Tous les propositions sont à envoyer, à travers le site web de la Revue, avant le 15 novembre 2016 sous forme d’un résumé d’au maximum 600 mots, en anglais, espagnol ou français. Les résumés seront évalués par un comité et les évaluations renvoyées aux auteurs avant le 30 novembre 2016. Les textes définitifs seront envoyés aux coordinateurs jusqu'à le 28 février 2017 (inclus).

 

Ce numéro monographique est coordonné par: Christian Maroy, Université de Montréal (Quebec, Canadá), christian.maroy@umontreal.ca; Yves Dutercq, Université de Nantes (France), yves.dutercq@univ-nantes.fr; y Mar Venegas, Université de Granada (Espagne), mariter@ugr.es

 

[English]

FACING THE POLICIES OF ACCOUNTABILITY: WHAT DEFINITION(S) OF THEIR PROFESSIONALISM AND THEIR SOCIAL RESPONSIBILITY?

 

After about two decades, the educational systems of several countries have introduced some objectives and sets of national indicators designed to "pilot" the system, and to better "regulate" the functioning of schools and some other organisations of school management at the intermediate level. Everywhere, the procedures of evaluation of schools' results -and teachers' work indirectly- are set up accompanied by mechanisms constraining to some further or nearer extent the accountability of their results. Thereby, the school becomes more and more subjected to an obligation of results and performance put in place through diverse names such as: "accountability" in Anglo-Saxon countries, "obligation de résultats" or "pilotage par les résultats" in France, "gestion axée par le résultats" in Québec. In Spain, "rendición de cuentas" is currently used, although it is also found the term "gestión basada en los resultados" in some important documents related to the recent Educational Act, named LOMCE (Law Organic of Improvement of Quality in Education, 2013). Despite the fact that these policies are distinguished depending on the national and local contexts of their setting up, they all participate in the process of making responsible or accountable both local educational organisations and professionals in relation to their results. Drawing on several means, these policies search to either encourage or constraint either teachers or schools to ameliorate their students' learning in focalising their attention on those parameters that are measured by systems of external evaluation. Through diverse measures of either control or pedagogic support, the aim is to regulate their practices in a more accurate way, as well as to improve their educational efficiency. This concern on efficiency is legitimated on behalf of both the public nature of education and the better users' satisfaction, what gives testimony of the influence the new public management has on these policies.

 

Within this context appealing to performance and efficiency, this volume is dedicated to the phenomenon of the accountability of both teachers' social responsibility and their professionalism, in the frame of accountability policies. The objective is to study the ways by which teachers of the different levels of compulsory education react -or not- to policies of performance and responsibility. In fact, it tries to collect contributions that let us:

•   to put into question teachers' professionalism: what definitions and redefinitions? What put into practice? What either adaptations or transformations of these professional practices linked to current educational reforms? etc.;

•   to demand how these policies of responsibility, imputability, or even accountability make evolve teachers' professionality, identity and their relation with the profession, but also to analyse the variety of teachers' receptions, uses, ruses and resistances to this policies;

•   to analyse the controversies, either locals or nationals, that these policies provoke if necessary, especially in relation to the institutional (re-)definition of teachers' responsibility (either professional or social, individual or collective); it may also lead to update the different institutional models (updated or not) available for their responsibility regarding the State, the citizens - taxes payers, or direct school users;

•   to diversify the national origin of contributors, in order to propose a wide spectre of both policies more or less "hard" of imputability, national cultures regarding the conception of teachers' role and professionalism or even the institutional frame of their profession;

•   to propose an analysis of these varied contexts and to carry a diachronic analysis of the wider evolution of the profession within its length;

•   to take an interest in the role (either proactive or instrumentalised) of either users, parents or students, this is of their demands in relation to teachers and schools, so they can afford imputability not only regarding school authorities, within the spirit of bureaucratic-hierarchic tradition, but also in relation to users, linked to the increase of a regulation more or less commodified;

•   to analyse how the setting up of these policies may contribute to a redefinition of relations (of authority, control, confidence, cooperation, concurrence, etc.) between school actors (teachers themselves; teachers-heads of school; teachers-students; teachers-families).

 

This volume is open to papers in Spanish, French or English. Abstracts and keywords will be presented, in any case, in these three languages, although the body of the text may be written in only one of these three languages. Of course, might the authors wish to send their texts in two or the three languages of the volume, they will be very welcome and published in those two/threes languages. The translation and its costs depend on authors. According to the Journal directives for authors, all papers will be evaluated by anonymous peers and will follow the Journal current process of evaluation/selection/rejection to be published.

 

To send a contribution, please, log in the website of the Journal (https://ojs.uv.es/index.php/RASE/index). All contributions will be sent, through the website of the Journal, before November 15th, 2016 as a resume of about 600 words. They will be sent in English, Spanish and French. A committee will evaluate all resumes. The decision will be sent to authors before November 30th, 2016. The deadline for all papers completed is February 28th, 2017 (included).

 

This monographic is coordinated by: Christian Maroy, University of Montreal (Quebec, Canada), christian.maroy@umontreal.ca; Yves Dutercq, University of Nantes (France), yves.dutercq@univ-nantes.fr; y Mar Venegas, University of Granada (Spain), mariter@ugr.es

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Revista de la Asociación de Sociología de la Educación (RASE) / ISSN: 1988-7302

raserevista@gmail.com